“Kisses on the Bottom” possui 14 canções que seu pai costumava tocar no piano e que ele escutava sentado sobre o carpete de sua casa em Liverpool.
O disco, cuja capa é uma foto de McCartney tirada por sua filha Mary, contém ainda duas canções compostas pelo músico: “My Valentine” e “Only Our Hearts”, com participações de Eric Clapton e Stevie Wonder.
Durante a coletiva, que foi transmitida ao vivo pela internet, McCartney considerou que músicas como “It's Only a Paper Moon” e “I'm Gonna Sit Right Down and Write Myself a Letter” são autênticas “joias”, “muito bem elaboradas” e que, depois, serviram de música de fundo enquanto os Beatles compunham seus próprios sucessos.
O beatle, admirador de Fred Astaire e de compositores como Harold Arlen e Cole Porter, decidiu lançar o disco por acreditar que todos eles deviam ser reconhecidos.
Sobre “My Valentine”, inspirada em sua mulher, Nancy, o lendário músico britânico admitiu que foi muito fácil compô-la e que ela surgiu enquanto os dois estavam de férias no Marrocos. Ele descreveu que nesse dia chovia, mas, como havia um piano no hotel, o cantor decidiu compor a música enquanto os garçons limpavam o salão ao término de mais uma jornada de trabalho.
“A canção surgiu, se escreveu sozinha, é difícil acreditar que saiu tão facilmente, ela (Nancy) foi a inspiração. É uma canção especial para nós”, afirmou.
Paul também lembrou o sucesso dos Beatles e comparou seus tempos gloriosos com a música atual. “Há boa música, como o Coldplay, mas os Beatles foram tão especiais. Foram especiais pelo momento em que surgiram, como estava o mundo então, podíamos fazer quase tudo pela primeira vez”, ressaltou.
“Agora é difícil fazer o que os Beatles fizeram, não são tão bons como os Beatles”, brincou. “É difícil reunir quatro pessoas que estavam em tamanha sintonia”, acrescentou.
Também lembrou a boa resposta que recebeu do público quando se apresentou no ano passado na América Latina. “Foi como a beatlemania. Contar com essa resposta foi muito bom, a pessoa se sente muito bem”, frisou.
Com 69 anos, McCartney não pensa em aposentar-se porque a música é sua paixão e acredita que se aborreceria se deixasse de trabalhar. “Adoro o que faço, esse é o grande segredo. O que vou fazer? Sentar-me diante da televisão?”, comentou o músico.
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